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Algumas vezes é necessário que plantas industriais, armazéns, centros de distribuição ou locais com atividades comerciais sejam total ou parcialmente fechados, ou permaneçam praticamente desocupados por um período de tempo, operando com menos funcionários.

As seguintes precauções devem ser tomadas para garantir o nível mínimo de proteção adequado nestas instalações total ou parcialmente desocupadas.

Mantenha todos os sistemas de proteção contra incêndio operantes e em perfeitas condições de operação.
Todos os sistemas de proteção contra incêndio devem permanecer operantes, mesmo quando a planta estiver fechada/parada. A proteção contra incêndio não deve ficar comprometida durante os períodos de desocupação da planta. Os procedimentos para notificação de interrupções destes sistemas devem ser mantidos e reforçados, pois uma planta se apresenta mais vulnerável a uma grande perda, quando está total ou parcialmente desocupada e especialmente quando há um equipamento de combate a incêndio inoperante.

Mantenha no local uma equipe de segurança que possa responder a uma emergência.
Mesmo em caso de haver proteção automática operante no local, é necessária uma resposta manual para controlar e extinguir o fogo. A equipe de vigilância deve incluir membros dos diferentes departamentos aplicáveis (segurança do trabalho, segurança patrimonial, manutenção, brigada de incêndio etc.). Organize e teste os sistemas de comunicação disponíveis para os membros da equipe que permanecerão ou não no local, conforme a situação. Garanta que a equipe seja treinada e tenha acesso a procedimentos de emergência formalizados para lidar com possíveis riscos naturais.

Uma equipe de plantão para atendimento a emergências deve ser mantida adequadamente treinada para auxiliar na intervenção de um possível acidente.

Organize uma relação com telefones de emergência (polícia, bombeiros, etc.) e a mantenha em fácil acesso na central de vigilância.

Mantenha adequadas as condições de ordem e limpeza.
As condições de limpeza, arrumação e layout da planta devem ser mantidas adequadas durante este período. A presença de resíduos e sujeira pode danificar equipamentos e, principalmente, componentes sensíveis. Corredores obstruídos, armazenagem acima da altura permitida e outras condições inadequadas de arrumação, além de impedir o combate adequado por sprinklers e aumentar a velocidade de propagação do fogo durante um evento de incêndio, podem atrapalhar o acesso da brigada ou do Corpo de Bombeiros e até mesmo obstruir equipamento. Estoques de pallets, resíduos e biomassa (lenha) devem ser afastados de prédios de processo, operação e armazenagem e de áreas importantes a pelo menos 10 metros de distância.

Mantenha programas de controle de gestão adequados, incluindo inspeções semanais dos sistemas de combate a incêndio e rondas para prevenção de perdas.
Os sistemas de proteção contra incêndio devem ser testados, inspecionados e mantidos corretamente mesmo enquanto a planta estiver fechada/parada. Isso inclui testes das bombas de combate a incêndio e dos sistemas de sprinklers, além de todos os procedimentos que seriam realizados caso a planta estivesse totalmente operante. Esses testes devem ser executados por uma equipe de segurança interna já treinada. Esteja preparado para depender minimamente do Corpo de Bombeiros local, para que qualquer emergência possa ser controlada em seu princípio.

Tome e reforce as medidas de segurança adequadas (vigilância, rondas, alarmes de intrusão, CFTV etc.) para prevenir o acesso não autorizado e vandalismo.
Quando a planta não está operando, pode se tornar alvo de invasores buscando o roubo de valores, mercadorias e equipamento, realizando práticas de vandalismo ou até mesmo iniciando um incêndio criminoso. Todos os procedimentos de segurança patrimonial devem ser mantidos e reforçados durante este período, com manutenção e reforço do efetivo de vigias, da realização de rondas no local e dos procedimentos de controle de acesso, além da operação e monitoramento 24/7 dos sistemas de alarme de intrusão e CFTV. Acessos como portões e portas devem ser inspecionados (e, caso necessário, fisicamente reforçados) e a iluminação de áreas externas deve ser mantida adequada para desencorajar intrusos.

Quando a planta não está em operação, ela pode se tornar alvo de invasores.

Desligamento seguro de equipamentos de produção, como fornos, caldeiras, reatores, aquecedores, entre outros.
Siga os procedimentos adequados para executar o desligamento seguro e adequado de todos os equipamentos e máquinas. Tome precauções especiais para equipamentos à combustão, máquinas e equipamentos que utilizam GLP, gás natural, líquidos inflamáveis e combustíveis. Equipamentos que contam com sistemas de purga devem passar por tal procedimento e todas as válvulas de alimentação e segurança da rede de gás devem ser fechadas. Líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser removidos das áreas de processo e operação e armazenados em gabinetes corta-fogo ou nas áreas específicas que apresentam sistemas de coleta/contenção e instalações elétricas à prova de explosão (caso aplicável).

Considerar também a desenergização de prédios, áreas ou sistemas específicos, sempre tomando precauções para manter operantes sistemas importantes como combate a incêndio, de vigilância patrimonial e de utilidades que não devem ser interrompidas.

Baterias de grande capacidade, empilhadeiras e transpaleteiras, por exemplo, devem ser mantidas desconectadas das máquinas e carregadores.

Elimine todas as fontes de ignição controláveis, tais como trabalhos a quente, áreas para fumantes internas, etc.
Quando a planta estiver ocupada apenas pela equipe de segurança, todas as atividades que criam potenciais fontes de ignição devem ser proibidas. Trabalhos a quente devem ser estritamente proibidos, caso todos os procedimentos de controle normalmente executados não possam ser realizados durante o período que a planta permanecer fechada/parada. Reforce o procedimento de vigilância pós-trabalho, continuamente por uma hora após a execução do trabalho, e por três horas com rondas intermitentes.

A prática do fumo deve ser permitida apenas em áreas externas afastadas dos prédios.

Áreas com produtos como gases e líquidos inflamáveis devem ser mantidas trancadas e com vigilância reforçada.

Mantenha a temperatura do prédio em um nível seguro para operação de equipamentos e conservação de mercadorias
Quando aplicável, é importante manter a temperatura adequada, seja fria ou quente, para que equipamentos de utilidades (refrigeração, aquecimento, eletricidade) sejam mantidos em condições adequadas de operação e para que insumos, matérias primas e produtos acabados sejam mantidos em condições adequadas de conservação.

Remova mercadorias perecíveis do local.
Insumos, matérias primas e produtos acabados perecíveis e com data de validade anterior à data esperada de retomada das atividades do local devem ser removidos da planta para evitar riscos de contaminação de outras mercadorias ou até mesmo geração de gases (que podem ser inflamáveis) em compartimentos fechados.

Garanta que os serviços públicos, tais como a eletricidade, gás natural e água permaneçam ativos.
O fornecimento contínuo dos serviços públicos é essencial para alimentar sistemas importantes como refrigeração, aquecimento, iluminação, água para consumo humano etc., além dos sistemas de vigilância patrimonial, essenciais durante este período de desocupação total ou parcial da planta.

Discuta a situação com o Corpo de Bombeiros local e desenvolva planos de resposta a emergências, levando em consideração o nível mínimo de funcionários disponíveis no local.
Devido haver apenas uma equipe de segurança no local, o Corpo de Bombeiros local precisa estar ciente para poder estabelecer estes cenários nos planos de atendimento a emergências e assim definir o tempo de resposta e ações a serem realizadas.

Monitore os riscos externos, tais como inundações ou condições climáticas extremas.
É importante monitorar as condições climáticas e notificar uma equipe adicional para se preparar para um evento grave, tal como tempestade, vendaval ou inundação. Calhas, ralos, bueiros e valetas devem ser mantidos limpos e sem obstruções (folhas e lixo), evitando, assim, alagamentos em áreas externas e internas, e também sobrecargas em telhados durante chuvas fortes que podem até mesmo acarretar em colapso destas estruturas.

Interaja com os vizinhos ou proprietários dos imóveis adjacentes para mantê-los informados.
Mantenha os seus vizinhos informados sobre a situação em sua planta e também se mantenha atualizado sobre as situações das plantas deles. Pode ser estabelecida uma comunicação entre estes diversos locais, aprimorando assim a vigilância patrimonial de toda a circunvizinhança. Em caso de emergência de incêndio e dependendo da distância e do tempo de atendimento do Corpo de Bombeiros, a brigada de incêndio de um desses vizinhos pode ser a melhor solução para controlar ou extinguir o fogo.

Garanta que a intranet esteja completamente isolada da rede pública ou que o firewall seja impenetrável.
Riscos cibernéticos devem ser evitados durante o período de desocupação. Garanta que os no-breaks ou outros circuitos de alimentação alternativos estejam operacionais. Funcionários trabalhando remotamente podem monitorar a situação da intranet e realizar procedimentos de segurança cibernética visando à proteção dos dados da empresa.

Desenvolva planos e procedimentos para um início seguro da planta, uma vez que a situação tiver voltado ao normal.
Assim como foi recomendado para o desligamento seguro dos equipamentos, é ainda mais importante seguir os procedimentos adequados para ligar as máquinas e equipamentos com segurança. Não tome atalhos para acelerar o processo de inicialização. Grandes perdas relacionadas à quebra de máquinas são registradas durante o acionamento após longas paradas. Garanta que os equipamentos apresentem condições mecânicas, de temperatura, de utilidades (vapor, ar comprimido, água gelada etc.) e de insumos (óleo lubrificante, óleo hidráulico etc.), antes de iniciar as etapas de acionamento.

Atualize seu Plano de Emergência e seu Plano de Continuidade de Negócios.
Atualize seus procedimentos de emergência e contingência para manter sua equipe, sua propriedade e seus negócios mais bem preparados para caso uma situação semelhante volte a ocorrer, de acordo com as circunstâncias e dificuldades, tanto do ponto de vista financeiro, como de segurança contra incêndio, patrimonial e virtual, que foram enfrentadas durante este período de desocupação e parada total ou parcial da planta. É importante que esses planos contemplem as mais diversas análises de cenários possíveis.


Para saber mais, entre em contato com o Consultor de Riscos da AXA XL de sua região.

  • Sobre o Autor
  • Head of Property Risk Engineering, AXA XL
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