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Quais são alguns dos desafios que as empresas que operam no Brasil enfrentam atualmente?

A recente crise econômica e a lenta recuperação, é claro, representam grandes desafios para as empresas que operam no Brasil. O alto nível de desemprego reduziu o poder de compra e a restrição aos gastos públicos interrompeu muitos projetos. Juntos, esses fatores levaram a uma queda na produção.

Muitas vezes, em tempos de desaceleração econômica, vemos um aumento no comportamento criminoso e na atividade fraudulenta. Isso é algo que as empresas precisam ter em mente e em que as seguradoras também estão de olho. Não é hora de relaxar as medidas de gerenciamento de riscos.

A greve dos caminhoneiros de 2018, na qual os motoristas independentes protestaram contra o aumento do preço do diesel e pediram várias reformas tributárias e legais, fizeram com que os sistemas de transporte do país fossem paralisados. O setor de logística do Brasil foi duramente atingido pela greve de 10 dias e houve escassez de certos alimentos, de medicamentos e de combustíveis em todo o país.

Empresas com estratégias robustas de gerenciamento e transferência de riscos estão mais bem posicionadas para enfrentar desafios como esses.

Onde estão as oportunidades para empresas no Brasil?
Em termos de desenvolvimento imediato, alguns especialistas preveem que a tão esperada reforma previdenciária passará no final de 2019 e que taxas de juros e inflação mais baixas favorecerão a recuperação econômica, ainda que a partir de 2020.

O governo eleito em 2018, de viés econômico liberal, está tentando fazer outras reformas destinadas a impulsionar o crescimento econômico e afastar o país dos escândalos do passado, mas está enfrentando desafios significativos na execução desses objetivos.

Desenvolvimentos recentes nos lembram que aqueles que investem em mercados emergentes precisam ter uma visão de longo prazo.

Nesse sentido, o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, com uma população de mais de 212 milhões, dos quais mais de 70% deverão ter idade produtiva no próximo ano. O país é rico em recursos naturais e matérias-primas. É o segundo maior produtor de alimentos do mundo e um produtor – e exportador – particularmente grande de culturas como café, soja e cana-de-açúcar. Historicamente, o Brasil também teve setores consideráveis na produção de ferro e aço, processamento de petróleo e produção química e montagem de automóveis.

Como um país vasto, o Brasil possui grandes requisitos de infraestrutura. O setor de tecnologia também está começando a se desenvolver, saindo de um atraso histórico em relação a outros países nessa área.

Tudo isso representa oportunidades para as empresas investirem assim que o Brasil entrar firmemente no caminho da recuperação. O desenvolvimento econômico positivo em outros países da região, como Colômbia e Peru – embora temperado por desafios geopolíticos que poderiam conter o crescimento econômico no médio prazo – também deve ajudar a recuperação do Brasil.
Além do desenvolvimento nas indústrias tradicionais, haverá oportunidades para as empresas em novos nichos e para expandir seus negócios de maneiras diferentes, lideradas por novas tecnologias que são frequentemente adotadas mais rapidamente nos mercados emergentes.

Como é o mercado de seguros e resseguros no Brasil?
Por algum tempo, o Brasil assumiu uma posição de hub de seguros para a região da América Latina e há muita experiência em seguros no país. O órgão regulador brasileiro de seguros, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), iniciou em 2003 um programa para modernizar o setor de seguros. Por exemplo, incorporou os princípios fundamentais da Associação Internacional de Supervisores de Seguros, uma estrutura de princípios, normas e diretrizes globalmente aceitas para a supervisão do setor de seguros. E em 2016, o Brasil recebeu equivalência provisória com o Solvency II, o sistema regulador de capital baseado em risco da UE, por dez anos.

Em 2013, a resseguradora estatal, IRB Brasil Resseguros S.A., foi privatizada. Desde então, tem havido uma abertura constante de resseguro para instituições estrangeiras com o mínimo de cessões. Uma mudança recente na lei, a aprovação da Resolução Normativa CNSP 353/2017, reintroduziu um ”direito de recusa”, segundo o qual os resseguradores brasileiros devem receber pelo menos 40% das cessões de resseguro de uma companhia de seguros brasileira e o exercício das empresas de resseguros brasileiras desse direito deve ser feito nas mesmas condições oferecidas e / ou aceitas no mercado internacional e revogou a limitação das transações intragrupo.

Certas linhas de negócios de seguros são obrigatórias no Brasil, incluindo responsabilidade civil de terceiros, remuneração de trabalhadores e seguro de crédito doméstico.
A SUSEP também adotou medidas para estimular o microsseguro no Brasil, aprovando em 2012 a regulamentação que permite que os corretores ofereçam produtos de microsseguro.
É importante notar que, no Brasil, é feita uma distinção entre microsseguro - cobertura voltada para famílias com renda per capita de dois salários mínimos ou menos - e ”seguro popular”, que se refere a produtos de seguro de massa de pequena escala destinados a clientes de todos os tipos.

O que os clientes com programas internacionais de seguros precisam considerar para suas operações no Brasil?
O seguro não admitido não é amplamente permitido no Brasil, sendo somente permitido nos casos em que a cobertura local não esteja disponível no país ou se violar o interesse público de não permitir cobertura não admitida.

As empresas estrangeiras que operam no Brasil geralmente podem se beneficiar do trabalho com seguradoras internacionais com presença e experiência globais para garantir que sua cobertura seja apropriada.

Também é importante considerar o gerenciamento de riscos e a cobertura de seguro como uma prioridade a longo prazo. Embora possa parecer tentador reduzir os gastos com seguros em períodos de crise econômica, os gerentes de risco e os compradores de seguros estão cientes de que ser atingido por um desastre sem cobertura em tempos economicamente desafiadores pode ser trágico e que é vital trabalhar com um parceiro de seguros com visão de longo prazo.

Publicado originalmente em Commercial Risk Online.

  • Sobre o Autor
  • Diretor de Desenvolvimento de Mercados Emergentes na AXA XL
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