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Let's Talk: Todos a bordo!

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Mariana de Lima Pinheiro, Engenheira de Riscos Marítimos, XL Catlin, Brasil

O que lhe dá mais prazer em seu trabalho?
A Engenharia de Riscos Marítimos é um campo muito diversificado e, no Brasil, muito dinâmico. Meu trabalho me leva a portos em todo o país a fim de verificar e conferir procedimentos e equipamentos, conduzir inspeções locais e levantamentos de riscos, basicamente tudo o que diz respeito a riscos e cargas em portos. A movimentação de commodities no Brasil é intensa, com uma grande variedade de navios, então eu trabalho muito neste sentido. Uma das partes que mais me agradam no meu trabalho é que ele me mantém sempre pensando em como solucionar problemas relativos aos riscos para os nossos clientes. Por exemplo, a estabilidade de uma embarcação é uma questão importante, então eu preciso verificar os cálculos e os critérios de projeto, examinar operações com cargas e lastros, distribuição de peso e avaliar elementos estruturais. Pode acontecer muita coisa durante as fases de recebimento e despacho de cargas marítimas, de forma que é preciso estar alerta quanto aos riscos. Gosto muito de trabalhar com clientes e colegas da XL Catlin, para encontrar soluções que tornem os processos seguros, não apenas em relação à carga que está sendo movimentada, mas às pessoas que a transportam.

O que atraiu você para uma carreira no setor marítimo?
Sempre me interessei pelo transporte marítimo, o que é muito bom, uma vez que se trata de um setor muito importante em um país como o Brasil, com uma costa de quase 7.500 km. Na universidade, estudei arquitetura naval e engenharia marítima. Meu desenvolvimento profissional se iniciou de fato, quando fiz um estágio de engenharia em uma sociedade internacional de classificação marítima no Rio de Janeiro. Depois adquiri mais experiência em projetos em outra sociedade de classificação. Já formada, fui trabalhar em uma empresa de logística intermodal, onde chefiava a área de engenharia de balsas de carga. Minha carreira prosseguiu e evoluiu na XL Catlin, onde trabalho com cargas marítimas e riscos de responsabilidade civil.

Como foi sua experiência como mulher numa área predominantemente masculina como a engenharia marítima?
Eu sabia que minha escolha de carreira não seria necessariamente fácil, porém nunca me senti deslocada, nem tive qualquer tipo de problema na época de estudante de arquitetura naval e engenharia marítima. Eu me dava muito bem com meus colegas e professores. O desafio real começou quando entrei na vida profissional. Alguns colegas homens esperavam que eu ficasse trabalhando principalmente no escritório, mas todos os cursos que eu fiz despertaram meu interesse em trabalhos de campo. Fui persistente e não desisti dos meus sonhos. Na verdade, me tornei mais focada, para poder aplicar meus conhecimentos em campo, liderar uma equipe e aprender com a experiência prática de meus colegas veteranos. Acredito que, quando a pessoa tem autoconfiança, qualquer problema no trabalho será mais fácil de solucionar e é possível ajudar as pessoas a progredirem. 

A transição para a área de avaliação de riscos e seguros foi muito difícil?
Não foi tão difícil quanto seria de se esperar. O maior desafio que eu tive de encarar nesse processo foi aprender uma nova linguagem profissional. A natureza do meu trabalho na XL Catlin envolve aplicações técnicas da minha formação em engenharia, então isto não chega a ser um problema para mim. Adaptar minha formação técnica a um novo ambiente, com novas pessoas e novas abordagens, foi um pouco desafiador. Considerava minha tarefa mais importante tornar-me um recurso valioso, apresentar algo de novo no trabalho e pensar "fora da caixa". No Brasil, a avaliação de riscos marítimos envolve diversas áreas, como responsabilidade civil marítima, para operadores portuários e de transporte de cargas, que abrange a logística tanto do manuseio quanto do transporte de cargas, bem como seguros de casco e maquinário. Eu já estava familiarizada com a responsabilidade civil marítima por conta da minha formação, mas me sinto muito à vontade em trabalhar em todas essas áreas.

Que conselho de carreira você daria aos jovens profissionais?
Eu diria a eles, primeiramente, que não desistam de seus sonhos. Que continuem trabalhando com foco naquilo que desejam fazer. Em segundo lugar, que se concentrem e lutem pelo que realmente os entusiasma. Jovens profissionais têm ótimas oportunidades no mercado de trabalho, apesar de alguns empregadores estarem em busca de profissionais mais experientes. O Brasil acaba de passar por uma crise econômica e política, uma situação muito difícil, mas estamos começando a respirar o ar da recuperação. Tenho absoluta confiança de que, com a experiência da geração anterior e a energia e novos conhecimentos dos jovens profissionais, podemos vencer as adversidades econômicas e sair desta situação muito melhores num futuro próximo.

 

Mariana de Lima Pinheiro é engenheira de Riscos Marítimos na XL Catlin em São Paulo e auxilia subscritores de Marine a compreenderem os riscos envolvidos, além de trabalhar junto aos clientes para implementar soluções de mitigação. Antes de se juntar à XL Catlin em 2015, ela trabalhou em sociedades internacionais de classificação de embarcações e em uma empresa de logística intermodal. Formada em arquitetura naval e engenharia marítima, suas áreas de especialização abrangem cargas marítimas, responsabilidade civil marítima e controle de riscos.

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